Companheiros e companheiras,
Vivemos dias dramáticos em nossa região. Em todos os países, os trabalhadores enfrentam uma dura ofensiva do imperialismo materializada no saque e na exploração levada a cabo pelas transnacionais e as grandes empresas; nos modelos econômicos neoliberais aplicados pelos governos; na presença de bases militares americanas e ocupações militares como no Haiti, etc.
Esta situação tem levado os trabalhadores, da cidade e do campo, e demais setores explorados da sociedade, a lutar com determinação cada vez maior, contra a exploração que estão sendo submetidos. A resistência heróica dos povos da América Latina e Caribe, assim como de outras regiões do planeta, como o Iraque, tem levado a crises e dificuldades para implementação dos projetos imperialistas.
Porém, estas crises não significam a diminuição dos ataques ou uma diminuição da exploração. Pelo contrário, o que vivemos é uma incessante ofensiva do imperialismo dos EUA e da Europa, para aprofundar ainda mais o saque das riquezas e dos recursos naturais de nossos países e da exploração dos trabalhadores, contando para isso com a cumplicidade de nossos governos. Para isso, criminalizam e reprimem violentamente nossas lutas. O resultado é cada vez mais fome e pobreza, acompanhado de mais violência e desesperança por não encontrar um emprego digno em nossos países que, cada vez mais, se assemelham a colônias das transnacionais.
Esta realidade exige uma intensificação de nossas lutas de resistência de maneira a avançar até que passemos à ofensiva e derrotemos o Imperialismo e seus lacaios encastelados nos governos de turno. Para isso, é necessária a unidade dos trabalhadores e dos povos da América Latina e Caribe em um amplo processo de mobilização e de lutas para derrotar os nossos inimigos de sempre.
Neste quadro, há outro obstáculo que temos que enfrentar: é o fato de que muitas das organizações tradicionais dos trabalhadores da região abandonaram a perspectiva da luta de classe e abraçaram o modelo neoliberal colaborando com os inimigos e abandonando os trabalhadores e os povos à sua própria sorte.
Está em nossas mãos, portanto, dar passos concretos no sentido de unir a classe operária e a todos os que queiram lutar, em uma perspectiva clara de independência de classe, contra o imperialismo, a burguesia de cada país e seus governos lacaios. Nós precisamos unir e coordenar nossas lutas e esforços,fazer da luta de cada setor dos trabalhadores, de cada um dos países da região, uma única e forte luta geral de todo os trabalhadores latino-americanos e caribenhos, para expulsar o imperialismo da América-Latina e Caribe, para abolir definitivamente a exploração e a opressão do capitalismo e construir uma sociedade igualitária e socialista.
Para isso, é necessário avançar na construção de uma coordenação institucional, sindical e popular, das lutas dos trabalhadores de toda a região, unindo as forças das organizações sindicais, movimentos sociais e populares, da cidade e do campo.
É com este desafio que, conjuntamente, CONLUTAS – Coordenação Nacional de Lutas do Brasil, a COB – Central Operaria Boliviana, a BO - Batay Ouvriye de Haiti, a TCC - Tendência Classista e Combativa do Uruguai, a CCURA - Corrente Classista, Unitária, Revolucionária e Autônoma, da Venezuela e a MeCoSi - Mesa Coordenadora do Paraguai convocam um Encontro Internacional de caráter sindical e popular da América Latina e Caribe. Para estabelecer uma plataforma comum de ação e definir um plano de lutas comum e que permita avançar na constituição de uma coordenação latino-americana e caribenha de lutas.
Convidamos a participar de este encontro todas as organizações sindicais, sociais e populares, de todos os países irmãos, que estejam de acordo com as linhas gerais desta convocação e queiram se somar a esta grande mobilização de luta dos trabalhadores a nível Internacional.
O encontro será realizado em Betim/MG, Brasil, nos dias 7 e 8 de julho de 2008.
Desde já, contamos com a participação de nossos irmãos de luta de toda a América Latina e Caribe.
- Pela nacionalização sem indenização, sob controle dos trabalhadores, dos recursos naturais na América Latina e Caribe (hidrocarbonetos, metais preciosos, ferro, água, biodiversidade e outros).
- Contra as reformas neoliberais;
- Contra as privatizações dos serviços públicos, educação, saúde, previdência social, empresas estatais, etc.
- Não pagamento das dívidas externas e internas;
- Contra os TLCs (tratados de livre-comércio) na América Latina e Caribe;
- Por emprego e salário digno para todos;
- Contra a criminalização dos movimentos sociais; Abaixo a repressão das lutas e organizações dos trabalhadores;
- Fora as tropas estrangeiras do Haiti;
-Fora o imperialismo da América Latina e Caribe. Por uma verdadeira independência dos povos de nossa região;
- Abaixo todas as formas de exploração e opressão do capitalismo contra os trabalhadores;
- Vivo o internacionalismo proletário!
Esta convocatória está aberta a todas as organizações que queiram se somar a este esforço.




