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Representantes da Conlutas visitam a Colômbia

by elac last modified 2008-06-23 20:17

Em vista a Bogotá, representantes da Conlutas conheceram a realidade dos metalúrgicos da General Motors.

Representantes da Conlutas estiveram com trabalhadores da montadora General Motors em Bogotá, na Colômbia. A visita foi levar solidariedade de classe aos trabalhadores de lá. Assim como foi buscar solidariedade para a luta que os trabalhadores da multinacional estão enfrentando na unidade de São José dos Campos – SP. 

O que foi observado é que o grau de exploração e de precarização do trabalho naquele país está em estágio muito mais avançado do que o vivido no Brasil.  

Em 1990 a GM começou um plano de reestruturação produtiva. Passados quase 20 anos, a planta de Bogotá tem 1600 trabalhadores. Destes, exatamente 1050 são contratados por tempo determinado, que varia de quatro meses a um ano.

A filiação sindical é fortemente proibida, quando algum trabalhador tenta se organizar pode ser mandado embora e não ser recontratado. Sem contar que não existe nenhum tipo de proteção social, para se ter uma idéia, quando um trabalhador é demitido não existe indenização. O absurdo é tamanho que há trabalhadores que estão nessas condições há 15 anos.

Dos 1600 operários, pelo menos 250 são funcionários diretos da GM, no entanto, 232 assinam contrato individual com a montadora, contraditoriamente o acordo é chamado de contrato coletivo, pois os trabalhadores não são sócios do sindicato. Apenas 118 operários são associados ao sindicato, pois não aceitaram, na época, mudar de sistema laboral. Mas na medida em que forem se aposentando o sindicato irá acabar.

Para piorar a situação, as fábricas de auto-peças têm suas tendas de fornecimento dentro da planta da GM, obviamente os salários desses trabalhadores é menor que o dos demais. Existem ainda, mais ou menos, 300 operários que se reúnem em cooperativas, que pode ser formada por no mínimo 10 trabalhadores. No entanto, mesmo em uma cooperativa, eles não têm garantia nenhuma. Existe uma siderúrgica em Bogotá, na qual os 300 trabalhadores são de cooperativas.

Na GM, há o fato de 50 estagiários. Eles não recebem nenhum centavo e são obrigados pagar inclusive o uniforme. Embora a montadora lhes prometa a contratação, eles são substituídos entre 4 e 5 meses.


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